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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN está ultimando os trabalhos para que o governo brasileiro reapresente à UNESCO ainda este ano os dossiês das candidaturas do Rio de Janeiro a Paisagem Cultural da Humanidade e de Paraty a Patrimônio Cultural Mundial. Ambos os dossiês haviam sido encaminhados pelo governo, através dos Ministérios da Cultura, do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, ao Comitê do Patrimônio Mundial respectivamente em 2002 e 2003, mas não foram aprovados pela UNESCO que solicitou correções e estudos complementares.
“A ênfase que estamos dando agora na reformulação dos dossiês é a da relação destas duas cidades com o ciclo do ouro e dos diamantes no século XVIII; o que permitiu o florescimento e a expansão de uma riquíssima civilização no Brasil colonial” afirmou o presidente do IPHAN, Luiz Fernando Almeida, em um painel sobre a Estrada Real realizado em Tiradentes, durante o VII Congresso Estadual do Ministério Público de Minas Gerais. Segundo ele, esta ênfase é fundamental tanto historicamente quanto diante dos novos critérios para inscrição na Lista do Patrimônio Mundial adotados pela UNESCO e que passaram a privilegiar a candidatura de bens culturais e naturais relacionados em uma perspectiva integrada.
Estrada Real
Paraty e Rio de Janeiro foram os dois principais portos de escoamento do ouro e dos diamantes das Minas Gerais no Século XVIII. Até o primeiro quartel daquele século, Paraty era o destino final do Caminho Velho da Estrada Real. Entretanto, Garcia Rodrigues Paes, filho de Fernão Dias, foi incumbido pela Coroa Portuguesa de abrir uma nova estrada que encurtasse a distância do litoral até as minas – pelo caminho de Paraty a jornada não durava menos do que um mês. Mas apenas a partir de 1725 o Caminho Novo, como ficou conhecida a estrada aberta por Garcia Rodrigues, afirmou-se como principal rota de ligação das vilas mineiras com o porto do Rio de Janeiro.
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